Neste post eu comparo a estratégia de eliminação de restrições como meio de crescimento de uma empresa com a Cauda Longa. Esse é mais um pedaço da minha monografia e o texto foi adaptado para o blog:
Segundo Stalk, Pecaut e Burnett (2000) as restrições são imposições que as empresas fazem aos clientes devido suas próprias práticas ou limitações operacionais, por exemplo hotéis que restringem o horário em que os clientes podem fazer o check-in. O cliente tem que se submeter a essa restrição imposta pelo setor hoteleiro e normalmente se submetem pois eles partem da premissa de que o setor deve estar certo e aceitam a restrição. Neste sentido existem oportunidades de crescimento justamente na eliminação dessas restrições, nem todos os clientes aceitam os produtos e serviços da maneira como são oferecidos, pois não atendem plenamente suas necessidades, e provavelmente tem comportamentos compensatórios. A chave é procurar, entender e usar a favor da empresa esses comportamentos compensatórios.
Stalk, Pecaut e Burnett (2000, p.11) afirmam que “o conceito de eliminação das restrições é um dos mais poderosos princípios com que nos deparamos para as empresas que pretendem alcançar o crescimento desenfreado”.
O conceito de Cauda Longa faz um paralelo com a teoria das restrições, visto que seus pilares estão exatamente na eliminação de restrições de negócio. Os autores Stalk, Pecaut e Burnett (2000,p.25) tem um argumento muito parecido com o citado pelo autor da Cauda Longa: “Com o tempo, as empresas tendem a perder o rumo, fornecendo produtos e serviços que em média atendem a uma grande quantidade de clientes”. Na verdade a Cauda Longa nada mais é do que a eliminação da restrição de estoque, variedade de produtos e eliminação das restrições das prateleiras, que são organizadas de acordo com que a loja entende ser uma boa organização, com sistemas de busca e recomendação.
Bibliografia:
Harvard Business Revie: Estratégias para o Crescimento – On Strategies For Growth